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Vida de uma Estudante Universitária

A visão de uma estudante universitária sobre a sua vida académica e pessoal.

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25
Out15

Desconhecidos

Sabem quando vemos uma pessoa que não conhecemos de lado nenhum mas que nos capta estranhamente a atenção? Às vezes acontece-me. E esta semana aconteceu. É tão esquisito. É alguém desconhecido. Mas quando olhamos para a pessoa parece que há ali alguma coisa. Um clique. Uma força estranha. É algo tão indefinido que não consigo explicar. Mas tenho a certeza que sabem do que falo. Isto aconteceu-me num restaurante. Mal entrei foi a primeira pessoa em quem reparei. E a única. E coincidentemente ele também olhou para mim. O moço era giro, verdade. Mais velho que eu uns 5 ou 6 anos, claramente. Estavam mais pessoas no restaurante. Provavelmente mais bonitas, mais interessantes. Mas eu fui reparar naquela alma. Não sei porquê. O que é certo é que reparei a primeira vez e continuei a reparar. E chega aquele ponto que uma pessoa não consegue parar de olhar. Torna-se parvo. Torna-se um bocado chato. Até porque a pessoa depois sente-se observada! E quando alguém nos observa, às vezes sentimo-nos meio incomodados. Eu sei, eu sei. Mas foi inevitável. Claro que ele reparou que eu não parava de olhar e olhou de volta. Mas provavelmente pensou "Olha-me esta gaja psicopata. Não pára de olhar para mim.", que é o que eu normalmente penso quando me fazem o mesmo. Mas quando me dá para isto, não há opção. Por isso, já sabem! Se virem uma parvalhona a olhar para vocês insistentemente e sem vergonha nenhuma, se calhar sou eu. Mas adiante... Depois de não sei quanto tempo a observar, uma pessoa já faz todo um filme e acha que o moço vai ganhar coragem e dirigir-se à nossa mesa. Claro. Claro que vai. Claro que ele se vai levantar e fazer isso. E pagar-me a conta. E pedir para casar. Mas não. O único motivo para o qual ele se levanta é mesmo para se ir embora. E pronto, lá fiquei eu e o meu bitoque. Os dois abandonados. E não é que ainda hoje estou a pensar naquela cara? Sem saber nada. Sem a conhecer. Óbvio que nunca mais vou ver aquela pessoa. Óbvio que ela nem se deve lembrar mais de mim. Mas pronto, às vezes dá-me para estas coisas de ficar a pensar numa cara que vi no meio de montes de desconhecidos. Às vezes acho que sou maluca. E quanto a isso nada a fazer.  

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