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Vida de uma Estudante Universitária

A visão de uma estudante universitária sobre a sua vida académica e pessoal.

Vida de uma Estudante Universitária

A visão de uma estudante universitária sobre a sua vida académica e pessoal.

27
Out14

Zombie

Esta semana foi longa, longa, longa... Não tive muito tempo livre pelo que foi complicado vir aqui escrever qualquer coisa. Além disso, depois de umas intensas horas de estudo todos os dias, a inspiração é nula para escrever o que quer que seja, sejamos sinceros. Se até há duas semanas ainda não tinha entrado no ritmo, agora tive que entrar obrigatoriamente. Foi daquelas semanas mesmo a sério que valeu por duas ou três. Dormi tão mas tão pouco... Quarta e quinta dormi apenas 4 horas em cada um dos dias. Tendo uma frequência na sexta, não consegui mesmo dormir sem ter a certeza de que sabia a matéria toda - que era imensa. Não é que a tenha ficado a saber na ponta da língua mas digamos que as horas que ficaram por dormir pelo menos ajudaram em alguma coisa. Como se não bastasse não dormir em condições há 2 ou 3 dias, no dia da frequência ainda houve direito a um jantar de curso e posterior saída. Resultado: chegar a casa às tantas e dormir muito pouco, mais uma vez. Não podia ficar a ver todos os meus amigos a divertirem-se e eu a ter de ir para casa para dormir... Por isso, fui forte e aguentei-me. Com umas olheiras até aos joelhos, mas aguentei. Depois veio o fim de semana mas nem aí consegui repor as horas de sono. As horas que perdi a estudar em vez de estar a dormir não vão ser repostas tão cedo mas deixem-me chegar a Dezembro e vão ver o que é que é dormir. Vou hibernar e só acordo dia 24 a tempo de comer o bacalhau cozido. Neste momento acho que me tornei num zombie.

19
Out14

Sobre o meet no Vasco da Gama

A propósito de um novo meet que aconteceu ontem no Centro Comercial Vasco da Gama, a minha mãe lembrou-se de me enviar uma mensagem, não sei bem porquê. Passo a partilhar o conteúdo da mesma convosco:

20141018205331338.jpgNão sei onde é que a minha mãe foi buscar a ideia de que eu poderia eventualmente pensar em participar neste género de coisas que, por acaso, não têm nada a ver comigo. Parece que ela anda com uma ideia muito estranha acerca da minha pessoa. Se calhar devia começar a preocupar-me... Se calhar.

18
Out14

A desesperar

Sabem aqueles dias em que temos mesmo, mesmo que estudar e a nossa cabeça não nos deixa? Pois é, estou exatamente num desses dias. Preciso mais que tudo de estudar intensamente para uma frequência de um dos cadeirões deste semestre mas não está a resultar. Eu até gosto da matéria mas não está a entrar nada nesta cabeça. Nada de nada. Não me consigo concentrar e isto está a deixar-me chateada porque efetivamente o estudo - se é que lhe posso chamar assim - está a ser muito pouco produtivo. Alguém tem alguma solução milagrosa para ganhar toda a concentração do mundo de repente e conseguir empinar umas quantas páginas de matéria? Se tiverem partilhem comigo, por favor! Que isto já está a chegar ao ponto do desespero.

17
Out14

Alimentação

Durante as férias sou a pessoa mais certinha que existe no que diz respeito à alimentação. Ou pelo menos tento. É claro que às vezes como um gelado no verão, um bolo, um hambúrguer... Também não estou propriamente de dieta mas consigo manter uma alimentação bastante equilibrada. Consigo fazer as 6 ou 7 refeições variadas por dia, sem muito esforço. Quando chega Setembro e tenho que regressar à faculdade, é uma tristeza. A minha alimentação torna-se a pior de sempre. Às vezes nem é por comer demasiadas porcarias, é mais por comer poucas vezes. Quando regresso às aulas, a alimentação deixa de ser uma priopridade e passa para 3º ou 4º plano. Tenho tanto mais em que pensar que a parte de ter que comer fica sempre esquecida. Na época de exames a situação tende a piorar. Sou capaz de comer 3 refeições por dia, não mais do que isso. E o que como também não é propriamente o mais saudável que existe. O mais complicado para mim é mesmo tomar o pequeno almoço. Durante as férias consigo fazê-lo todos os dias mas nesta altura ando sempre a correr da parte da manhã. Às vezes chego às 12 ou 13h e ainda não tenho nada no estômago. Eu sei que isto é completamente errado e prejudicial para a saúde mas digamos que os meus hábitos e horários não me permitem fazer grande coisa para contrariar esta situação. Desde que voltei à faculdade perdi peso obviamente. Na 2ª ou 3ª semana de aulas já devia ter perdido uns 2kgs. Tal como já referi, a alimentação tornou-se algo menos relevante a partir do momento em que comecei a ter mil e uma coisas para fazer. Quando for fazer as minhas análises - que por sinal estão ali na secretária há mais de um mês para serem feitas - até tenho medo de ver alguns valores. Estou num ponto em que tenho a noção que não posso continuar assim e que tenho que modificar os meus hábitos. A começar por tomar um pequeno almoço todos os dias e em condições. Sei que me vai custar porque realmente o meu tempo é muito escasso, mas não pode haver desculpa. Vai ter mesmo de ser.

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14
Out14

Coisas que nunca mudam

Todos nós passamos por isto. Todos. Acontece sempre que encontramos alguém que não vemos há muito tempo. Dizem sempre a mesma coisa, sem excepção. Já é tão previsível que temos sempre as mesmas respostas para dar. Mesmo que a pergunta ou afirmação seja formulada de maneira diferente, vai sempre tudo dar ao mesmo. Por isso, a resposta nunca varia muito. Melhor para nós! Passo a enumerar algumas dessas pérolas:

1. Estás tão crescida!

2. Então e os namorados?

3. Da última vez que te vi ainda mijavas na cama! (Ou qualquer coisa similar que nos envergonhe)

4. Ainda me lembro de andar contigo ao colo!

5. Há tanto tempo que não te via! Como tu cresceste...

6. Não tens namorado? Não acredito... Devem andar todos cegos.

7. Os teus pais põe-te adubo nos pés?

8. Estás tão bonita...

9. Ainda me lembro de te mudar a fralda!

10. És tão parecida com o teu pai!

 

Caros parentes, família pouco conhecida, amigos da tia-avó da Maria lá de cima e meros conhecidos, tenho-vos a dizer que já sei a vossa lenga lenga toda de cor. Não vale a pena insistirem neste tipo de coisas. Para começar, é normal que esteja crescida. Se não me vêem desde que cristo veio à terra, é normal que já não use fraldas nem chucha. Digo eu. Depois esse vosso hábito de me envergonhar em frente de toda a gente que está presente com situações embaraçosas da minha infância não é nada bonito da vossa parte. Gostavam que vos fizesse o mesmo?? Bem me pareceu! Além disso, ninguém quer saber quantas vezes fiz xixi na cama ou quando deixei de usar fraldas. Ninguém. Tenho também a dizer-vos, pessoas do meu coração, que não vale a pena perguntarem-me todas as vezes que me vêem se eu tenho namorado. Mesmo que tivesse não vos ia contar. Sejamos sinceros, não vos diz lá grande respeito, pelo simples facto de eu provavelmente nem saber os vossos nomes. E já agora, também não preciso da vossa compaixão por ser solteira com 20 anos de idade. Se ficar para tia, o problema é meu. Se me casar, o problema também é meu (Já agora, desculpem lá se não vos convidar para a boda). Eu sou muito grande (nem por isso) e é claro que me puseram adubo nos pés. Aliás, antes de isso fizeram um buraquinho na terra e enterraram-me até aos tornozelos. Comecei logo a criar raízes. Depois também me regaram algumas vezes para ver se o crescimento se dava mais depressa. Entretanto tornei-me numa beterraba, mas sou feliz assim. Para acabar, tenho só a dizer que o "Estás tão bonita" não é propriamente um elogio, uma vez que vou pensar que até ali era feia. Até pode ser verdade mas não deixa de ser chato dizerem-me essas coisas. Ah, e sou capaz de ser mesmo parecida com o meu pai. Pelo menos toda a gente o diz. Para mim, é indiferente. Desde que não tenha a careca.

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