Amor banal
O amor já não o que era. Se é que alguma vez o foi. O amor vulgarizou-se. O amor deixou de mover montanhas e de virar o mundo ao contrário. O amor foi demasiado usado para outros fins. O amor deixou de ser amor. Tornou-se na futilidade de alguém. O amo-te já não é raro, já não é único. Muito menos especial. Já não custa ser dito. O amo-te é deitado fora como uma pastilha elástica sem sabor. O amo-te já não tem a mesma conotação. Dizem "eu amo-te" como quem diz "bom dia" ou "até amanhã". O amor costumava mover pessoas. Agora são as pessoas que movem o amor. Fazem dele o que querem. Moldam-no, usam e abusam. Destroem. O amor agora é de quem não ama. O amor é banal. Mas eu ainda acredito na sua verdadeira essência.
