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Vida de uma Estudante Universitária

A visão de uma estudante universitária sobre a sua vida académica e pessoal.

Vida de uma Estudante Universitária

A visão de uma estudante universitária sobre a sua vida académica e pessoal.

14
Out14

Coisas que nunca mudam

Todos nós passamos por isto. Todos. Acontece sempre que encontramos alguém que não vemos há muito tempo. Dizem sempre a mesma coisa, sem excepção. Já é tão previsível que temos sempre as mesmas respostas para dar. Mesmo que a pergunta ou afirmação seja formulada de maneira diferente, vai sempre tudo dar ao mesmo. Por isso, a resposta nunca varia muito. Melhor para nós! Passo a enumerar algumas dessas pérolas:

1. Estás tão crescida!

2. Então e os namorados?

3. Da última vez que te vi ainda mijavas na cama! (Ou qualquer coisa similar que nos envergonhe)

4. Ainda me lembro de andar contigo ao colo!

5. Há tanto tempo que não te via! Como tu cresceste...

6. Não tens namorado? Não acredito... Devem andar todos cegos.

7. Os teus pais põe-te adubo nos pés?

8. Estás tão bonita...

9. Ainda me lembro de te mudar a fralda!

10. És tão parecida com o teu pai!

 

Caros parentes, família pouco conhecida, amigos da tia-avó da Maria lá de cima e meros conhecidos, tenho-vos a dizer que já sei a vossa lenga lenga toda de cor. Não vale a pena insistirem neste tipo de coisas. Para começar, é normal que esteja crescida. Se não me vêem desde que cristo veio à terra, é normal que já não use fraldas nem chucha. Digo eu. Depois esse vosso hábito de me envergonhar em frente de toda a gente que está presente com situações embaraçosas da minha infância não é nada bonito da vossa parte. Gostavam que vos fizesse o mesmo?? Bem me pareceu! Além disso, ninguém quer saber quantas vezes fiz xixi na cama ou quando deixei de usar fraldas. Ninguém. Tenho também a dizer-vos, pessoas do meu coração, que não vale a pena perguntarem-me todas as vezes que me vêem se eu tenho namorado. Mesmo que tivesse não vos ia contar. Sejamos sinceros, não vos diz lá grande respeito, pelo simples facto de eu provavelmente nem saber os vossos nomes. E já agora, também não preciso da vossa compaixão por ser solteira com 20 anos de idade. Se ficar para tia, o problema é meu. Se me casar, o problema também é meu (Já agora, desculpem lá se não vos convidar para a boda). Eu sou muito grande (nem por isso) e é claro que me puseram adubo nos pés. Aliás, antes de isso fizeram um buraquinho na terra e enterraram-me até aos tornozelos. Comecei logo a criar raízes. Depois também me regaram algumas vezes para ver se o crescimento se dava mais depressa. Entretanto tornei-me numa beterraba, mas sou feliz assim. Para acabar, tenho só a dizer que o "Estás tão bonita" não é propriamente um elogio, uma vez que vou pensar que até ali era feia. Até pode ser verdade mas não deixa de ser chato dizerem-me essas coisas. Ah, e sou capaz de ser mesmo parecida com o meu pai. Pelo menos toda a gente o diz. Para mim, é indiferente. Desde que não tenha a careca.

28
Set14

Fotografias

Não é só pelo mundo dos blogs que os desafios têm estado em altas. Também pelo facebook tem acontecido o mesmo. Começou com o banho gelado, passou pelas fotografias sem maquilhagem e agora surgiu o desafio de pôr fotos em criança. Eu bem me escondi. Bem tentei escapar! Safei-me dos dois primeiros mas deste último não consegui fugir. Bem, mais vale pôr umas fotos da mini Ana do que levar com um balde de água gelada. Lá isso é verdade. Fui desafiada por uma amiga da faculdade e, como não pago jantares a ninguém, lá tive que cumprir o desafio. Fui então chatear a minha mãe para ver onde andavam as minhas fotos pré-históricas. Felizmente era mais bonita que um dinossauro, o que já não é nada mau. Fomos ao fundo do baú e lá conseguimos encontrar umas fotografias engraçadas. Já que tinha que mostrar a minha mini-fronha que fosse, pelo menos, numas fotos em condições. Algumas delas nem sabia que existam, ou pelo menos não me lembrava. Acabei por colocar uma compilação de três fotos. Uma mesmo bebézinha, outra para aí com um ano ou perto disso e uma última já maior, com três ou quatro anos. Realmente no que as pessoas se tornam... Era uma coisinha fofa. Modéstia à parte, posso dizer que não me importava nada de ter um bebé igual a mim. Era bastante sorridente e muito bochechuda. Agora sou maior, as bochechas fugiram e a fofura também. Mas pronto, é o que se pode arranjar. Bem diz a minha mãe que gostava de mim era em bebé. Agora percebo.